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Renda e emprego, sob certa ótica, podem ser vistos como meios para se assegurar boas condições em diversas dimensões da vida, através do acesso a bens e serviços variados. O acesso a um emprego formal, especialmente, pode ser considerado um requisito de cidadania, um símbolo de inserção social.

Nesta dimensão, foram incluídos indicadores do nível de renda tanto das famílias quanto do setor produtivo do município. Considerou-se que os recursos gerados pelo setor produtivo representam um potencial que pode ser revertido em benefício da população, por meio de novos investimentos ou de transferências. Assim, se dois municípios apresentam níveis de renda das famílias semelhantes, sua situação neste aspecto pode ser diferenciada se em um deles há um setor produtivo dinâmico e se no outro a renda das famílias depende fundamentalmente de transferências por parte de outras instâncias que não a municipal. A situação será possivelmente melhor e mais sustentável no primeiro caso.

Além dos recursos das famílias e do setor produtivo, encontram-se na base indicadores de gestão municipal que se encontram definidos no bloco Gestão Fiscal.

Tanto no caso dos recursos das famílias quanto no dos recursos do setor produtivo, os indicadores escolhidos constituem proxies do fenômeno que se quer medir. Isso se deve, no caso da renda das famílias, à inexistência de pesquisas domiciliares anuais em nível de municípios; no caso do emprego e dos recursos do setor produtivo, ao fato de que as informações disponíveis abrangem somente o setor formal, o que, além de deixar de lado as atividades econômicas informais - que têm peso importante em todos os municípios - estão sujeitas a alterações decorrentes de alteração de alíquotas, que não refletem especificamente as alterações na atividade econômica. Apesar desses problemas, o índice da dimensão Renda e Emprego do IMRS mostrou-se bastante consistente, com elevada correlação, em 2000, com o índice de Renda do IDHM, obtido a partir das informações do Censo Demográfico, que é uma pesquisa domiciliar.

Tema 1: Recursos das famílias

Como indicadores dos recursos das famílias foram considerados, no caso da renda: consumo residencial per capita de energia elétrica, VAF per capita do comércio varejista, ICMS per capita do comércio varejista e rendimento médio dos empregados do setor formal. No caso do emprego, foram considerados o número e o percentual de empregados no setor formal. Desses indicadores, optou-se por incluir no IMRS apenas o consumo residencial per capita de energia elétrica, o rendimento médio dos empregados do setor formal e o percentual de empregados no setor formal.

Tema 2: Recursos do setor produtivo

Como indicadores dos recursos do setor produtivo, foram considerados os valores do VAF, ICMS e do consumo de energia elétrica dos municípios, tanto os totais quanto os per capita, e o valor do PIB per capita. Além disso, como forma de amparar uma melhor análise dos dados, foram também incluídas as participações setoriais nos valores totais do VAF, do ICMS e do consumo de energia elétrica. No IMRS foi considerado apenas o PIB per capita.

Tema 3: Gestão

Neste tema, são medidos: os gastos per capita com promoção às atividades na agropecuária e ao desenvolvimento econômico; os gastos per capita com apoio ao trabalho; e a participação percentual destes gastos no orçamento municipal, além da existência e funcionamento de conselhos nesses setores. A descrição desses indicadores encontra-se na seção dedicada à gestão fiscal.
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