O DATAGERAIS faz muito mais do que divulgar informações: a equipe do projeto é também responsável por criar indicadores capazes de medir de forma mais atual e dinâmica os impactos das ações do governo, da sociedade civil e do mercado nos níveis de desenvolvimento e bem-estar do Estado.
O Índice Mineiro de Responsabilidade Social – IMRS é a primeira iniciativa estratégica do DATAGERAIS para criar um indicador que expresse o nível de desenvolvimento de cada município mineiro. A instituição responsável pela elaboração do IMRS é a Fundação João Pinheiro, que recebeu uma atribuição legal, definida pelo art. 3º da ementa da lei 14.172, para sua criação. O cálculo do IMRS abrange as dimensões educação, saúde, segurança pública, emprego e renda, gestão, habitação, infra-estrutura e meio ambiente, cultura, lazer e desporto.
Encontrar indicadores para representar todas essas dimensões mantendo os pré-requisitos necessários da boa informação (comparabilidade, confiabilidade, reprodutividade e periodicidade adequadas) esbarra na disponibilidade de fontes. Optou-se pela utilização de registros administrativos, que apresentam periodicidade curta e são, de fato, a única fonte de dados disponível com abrangência municipal.
E o IMRS não pára por aí: seu plano de ação prevê, além da utilização, o aperfeiçoamento das informações municipais. Uma sólida base de informações estará sendo ampliada e melhorada, o que poderá dar suporte a muitas outras utilizações específicas. Desta forma, a Fundação João Pinheiro, com o apoio da SEPLAG, busca cumprir uma importante missão: fornecer a toda a população informações de qualidade para a análise, a interpretação, o monitoramento e a avaliação da situação dos municípios mineiros e do Estado como um todo.
A CRIAÇÃO DO IMRS
Definiu-se que o IMRS, um índice desenvolvido para todos os municípios do Estado de Minas Gerais, deveria avaliar a situação desses municípios, contemplando nove dimensões: renda, saúde, educação, demografia, segurança pública, gestão, habitação e meio ambiente, cultura e desporto e lazer. Para cada dimensão, foram selecionados temas relevantes que pudessem retratar a situação existente, a atuação da gestão pública e as iniciativas vinculadas à participação nas decisões. As ações avaliadas foram definidas como aquelas que são (ou deveriam ser) prioridade de programas e de políticas públicas das esferas de governo municipal, estadual e/ou federal. Sendo assim, os diferentes níveis de governo são co-responsáveis por avanços nessas áreas, e o índice retrataria seu sucesso ou sua responsabilidade social conjunta.
Selecionadas as dimensões e seus temas, o passo seguinte foi escolha dos indicadores que pudessem retratar o conteúdo de cada tema. Nesta tarefa, as escolhas obedeceram a questões de ordem pragmática, levando em conta o grau de abrangência, periodicidade e consistência estatística dos indicadores disponíveis. Como poucos indicadores atendiam plenamente aos requisitos necessários para retratar os temas definidos nas nove dimensões, foi necessário utilizar cerca de 40 indicadores. A grande quantidade de indicadores advém do reconhecimento da fragilidade deles para representar os temas selecionados, mas no processo de agregação de vários indicadores, acredita-se que as deficiências se compensaram.
Com a implementação do plano de melhorias para a base atual, já na próxima edição do IMRS o índice poderá ser bem mais simples e utilizar um número bem menor de indicadores, conservando todos os seus fundamentos, dimensões e temas. Assim, o usuário ganhará um índice ainda mais forte em termos de comparabilidade entre os municípios e de representatividade para exprimir o conceito de responsabilidade social adotado.
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